quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

José Simões de Carvalho


A partir de hoje contamos com a colaboração de José Simões de Carvalho no blog.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mara Pedro - vozes que gosto de ouvir

Como é que esta voz me passou em claro todos estes anos?

Ontem ouvi, na televisão,  a Mara Pedro.
Uma voz fresca que canta fado de forma espectacular.
A Mara está a estudar medicina dentária mas dedica-se ao fado desde muito pequena.
Brevemente vai lançar o álbum TIC TAC.
 
Conhecam melhor o seu percurso pela informação retirada do seu site oficial.


"Mara Pedro novo álbum Tic Tac cnta desde o 8 anos e tem 20 uma voz fresca curso medicine dentária
"Há que ser TENAZ e perseguir sem descanso O QUE SE DESEJA, no final todo esse esforço DARÁ FRUTO." Mara Pedro
Desde que pisou o palco, com apenas 4 anos, caminha com empenho para CONQUISTAR o mundo com a sua voz, motivada por sua grande paixão pelo fado. O seu ESTILO DOCE E APAIXONADO tem-lhe valido vários prémios NACIONAIS e INTERNACIONAIS.  Apresenta agora o seu 4.º cd, no qual se AVENTUROU ESCREVER e a COMPOR.  Com 19 anos, não só marca o tempo, MARCA A SUA ÉPOCA. Ouvir Cantar Mara Pedro é deixar-se embalar pela doçura da sua voz. A menina de Viseu, longe do meio do fado, tem na voz um destino que contará uma história.
AOS 4 ANOS
Faz a sua primeira apresentação numa conferência médica, no auditório da cidade da Guarda, deixando a plateia admirada com a sua voz e postura descontraída em palco;

AOS 9 ANOS
Vence o concurso, “Alverca dá voz ao Fado” em Lisboa;
Sagra-se vencedora absoluta, no Festival da Canção “Clave de Prata” em Lisboa, com a canção inédita, POVO INTEMPORAL, com melhor letra, melhor música e melhor interpretação, sendo a música criada por Mara Pedro e interpretada ao piano por José Carmo, músico e amigo da fadista;
Realiza o seu primeiro concerto a solo, na Feira de S. Mateus 2009, em Viseu, seguindo-se 2010, 2011, 2012, 2013, 2015 e 2016;

AOS 10 ANOS
Coliseu do Porto, canta ao lado de Maria da Fé, no aniversário dos 50 anos de carreira da fadista;
Participa no álbum de música infantil: A CASINHA DO DRAX, com o tema CORES;
Vence o concurso de Fado amador, em Olhos de Água, Algarve;
Prémio Revelação do Fado, no auditório Pedro Ruivo, em Faro;
Vence o concurso de fado, de Vila Real de Santo António, concorrendo com jovens entre os 20 e os 25 anos, sendo ela a mais jovem concorrente;
Vence o prémio ARTISTA REVELAÇÃO, em Armação de Pera, Algarve;
Prémio Anim´Arte, revelação na música;

AOS 11 ANOS
Participa na Gala “Fado História de um Povo” uma produção de Filipe lá Féria, no Casino do Estoril;
Edita o seu 1.º Álbum: DOCE FADO

AOS 12 ANOS
Realiza o seu primeiro concerto internacional em Paris;
Integra a grande reportagem O MELHOR DE PORTUGAL, juntamente com o escritor Lobo Antunes, para o CANAL ART, na Alemanha.
Participa nos concursos televisivos: PORTUGAL TEM TALENTO na SIC e UMA CANÇÃO PARA TI na TVI, sendo disputada na época, pelos dois canais portugueses, visto ter concorrido aos dois e, sem esperar, passou em todas as eliminatórias, chegando à final nos dois concursos;

AOS 14 ANOS
Apresenta o seu 2.º Álbum FADO ALMA DO MUNDO, com 12 temas, 8 dos quais inéditos. Uma produção do músico argentino Daniel Adzemian, que se encantou com a voz melodiosa e incrivelmente madura para os seus 14 anos.

AOS 15 ANOS
Realiza concertos internacionais: EUA (RI, New Bedford, Fall River, N. Jersey, Hardford) CANADÁ (Toronto) ALEMANHA (Hamburgo) SUIÇA (luzern), ESPANHA (Salamanca, Coruña, Madrid, Astúrias, Gijon)
Apresenta o seu 3.º Álbum FADO SORRISO, onde cada tema tem um significado muito especial e pessoal.
Participa no FESTIVAL CAIXA ALFAMA
O álbum FADO SORRISO é reconhecido pelo Ministério da Economia, como um produto português de grande qualidade musical, certificado pelo selo PORTUGAL SOU EU;
Integra o elenco artístico, da peça de teatro ALFAMA UMA HISTÓRIA DE FADO;

AOS 16 ANOS
Realiza concertos internacionais na LITUÂNIA, CANADÁ e FRANÇA
Embaixadora de uma linha de sapatos, com simbolismo do fado, criado por Zélia Maia;
FADO SORRISO, o seu 3.º álbum, é selecionado para integrar o livro FADO, de Samuel Lopes, uma coletânea, onde constam, fadistas, músicos e poetas, que mais se destacaram na história do Fado e na atualidade;
Volta a integrar o elenco de artistas do maior festival de fado, CAIXA RIBEIRA - PORTO.

AOS 17 ANOS
Termina o 12.º ano de escolaridade e ingressa na Universidade, no curso de Medicina Dentária, continuando o seu percurso fadista, conciliando as suas duas paixões. Realiza concertos pelo país e estrangeiro. Viaja pela primeira vez para a CALIFORNIA onde realiza vários concertos. Volta ao CANADÁ, onde realiza um concerto em Mississauga, seguindo-se FRANÇA e SUIÇA.

AOS 18 ANOS
Viaja novamente para CALIFORNIA onde regressa por 3 vezes nesse ano 2017.
Faz o seu primeiro concerto no estado de NEVADA, Las Vegas
Ganha PRÉMIO INTERNACIONAL DA MÚSICA PORTUGUESA nos EUA, IPMA (Internacional Portuguese Music Awards) com o FADO SORRISO do seu 3.º álbum, Best Fado Performance
Volta a realizar concertos na FRANÇA, ALEMANHA e LITUÂNIA

 AOS 19 ANOS
Conquista popularidade com o FADO SORRISO, sendo requisitada para vários concertos pelo mundo: Alemanha, França, USA (Califórnia), Brasil (Rio de Janeiro) onde conquista vários prémios:
. Medalha de Mérito Cultural atribuída pela ACADEMIA de LETRAS e ARTES de PARANAPUÂ;
. GRAU de HONRA de COMENDADORA, atribuída pela Companhia Brasileira da Cultura;
. COMENDA HONORIFICA pela qualidade dos serviços prestados à Cultura Portuguesa e Sociedade Lusófona, atribuída pelo Barão de Ayuruoca
. Sócia HONORÁRIA da Casa do Minho no Rio de Janeiro
. Prepara novo disco, atrevendo-se a escrever e música a maior parte dos temas. O Álbum TIC-TAC, com produção de Custódio Castelo terá a sua primeira pré-apresentação no Canadá, no Clube Português de Mississauga a 6 de Outubro de 2018."

RE-AGIR

Workshop RE-AGIR
[15, 22 e 29 de março | 18:30 - 21:30 | Ginásio da Escola Básica do Alto de Algés]

Inserido no projeto HUMAN BDZ, para implementação de programas de Desenvolvimento Humano Sustentável nas comunidades, decorre em março, no ginásio da Escola Básica do Alto de Algés, o Workshop RE-AGIR.
Ao longo de três sessões, gratuitas, vão ser propostos exercícios com música (metodologia vivencial), que desenvolvem nos participantes competências comportamentais (soft skills) fundamentais para a vida pessoal e profissional.
As inscrições podem ser efetuadas nos postos de atendimento da União de Freguesias, ou no seguinte link: https://goo.gl/forms/QTS3ugINiVVNdSWz1

Comi e gostei - ALDI



Este maravilhosos chocolate desperta a minha alma. Nem todos gostam cá em casa mas eu ADORO.
Light.

Quando se invertem os papeis dos cuidadores






Habituados a que os pais olhem por nós, sempre durante a sua vida somos confrontados repentinamente com uma realidade inversa.
É chegado o tempo de passarmos a cuidar dos pais como se fossem nossos filhos.
A vida prepara-nos para educar e cuidar dos nossos filhos mas não nos ajuda a encarar a realidade da velhice e deterioração física e muitas vezes moral dos nossos pais.
Falo-vos de uma realidade que conheço com três idosos na família, torna-se complicado pensar como é que vai ser o futuro.

As idades são muito avançadas, apesar das co morbidades próprias da idade 89, 90 e 95 anos, temos apenas um com dificuldades de locomoção.
A minha mãe com os seus 95 anos gira pela casa como se as suas pernas não a traíssem de vez em quando, só sai se formos com ela porque deu duas quedas violentas e tomamos a decisão de que seria assim.
Vive com as duas filhas, a nossa casa é grande, tornou-se uma casa plurifamiliar, onde cada um tem a sua independência, o que facilita a convivência diária da mãe com as filhas. Ainda assim são diversas as vezes durante o dia que faz “chamadas de atenção”.
Passa grande parte dos seus dias a tricotar casaquinhos de malha para oferecer no Natal à Ajuda de Berço, cozinha, encomenda do gás, faz tarefas de casa e todos os dias cuida do correio.  Vê-se que tem medo de parar…
Passa dos dias a subir e descer escadas do primeiro andar à cave para falar connosco,”por dá cá aquela palha”, está lúcida, mas a cada dia que passa se nota uma maior dificuldade em andar, usar bengala é que nem pensar.
O meu sogro sempre foi um homem muito vivo, fazia tudo com grande determinação.
Foi muito difícil convencê-lo a deixar de conduzir, até há 3 anos atrás ainda fazia viagens de Lisboa à Guarda ou de Lisboa ao Alentejo, o que nos deixava o coração muito apertado porque, nessa altura, a sua condição de mobilidade já era diminuta. 
Desde que deixou de conduzir tem vindo a ficar cada vez mais condicionado fisicamente.
Doí-me o coração de o ver assim, gosto dele como se fosse um pai.
O meu marido tem sido um filho exemplar, assim como os meus cunhados. No inicio estava em fase de negação, embora pouco consciente, nem queria pensar que o pai estava assim, depois percebeu que era chegada a hora de agir. Vejo nos seus olhos uma melancolia sem fim quando relata os bons momentos do passado.
A minha sogra com os seus quase 89 anos e alguns problemas de saúde, pouco simples, mas faz tudo, tem sido uma esposa exemplar, mas já se lhe nota muito cansaço.
Os nossos casos não são os piores, apesar de termos 3 idosos, de pensarmos diariamente na melhor forma de sermos pais dos nossos pais a nossa vida não é assim tão complicada.
Depois também somos vários cuidadores entre irmãos e cunhados somos muitos dos dois lados da família.

É óbvio que as “chamadas de atenção” são maiores e mais assíduas, porque os idosos, fazem sempre questão, por muita atenção que tenham, de nos dizer que existem e que ainda são nossos pais, muitas vezes teimam em ter razão e criar algumas situações de “liderança”.
A dor maior é assistir diariamente a situações que não estamos preparados e estarmos sempre em relativo sobressalto no que concerne à sua saúde e á forma de lhes conseguirmos dar maior conforto.
Se dantes recordávamos os braços que nos embalaram, os momentos de colo, as histórias e brincadeiras que faziam connosco, agora vemos os seus braços e pernas frágeis, que muitas vezes temos de amparar, com gosto, mas com tristeza também.
Agora é chegada a hora de mudar alguns hábitos alimentares, de cortar a comida em pedaços, passar os alimentos, assim como nos fizeram a nós, de alterar os quartos para ficarem com mais acesso, mais segurança, de implementar cadeiras e barras nas banheiras, de tirar tapetes de chão, de afastar móveis, enfim tudo o que não gere obstáculos nem possa causar situações de queda ou de perigo.
Começamos a sentir que o tempo voa para nós, mas cada vez sentimos mais que o tempo voa duas vezes mais depressa para eles. Muitas vezes perdem a noção do dia, das horas, das datas especiais.
Os pais acompanham-nos, apoiam-nos, orientam o nosso crescimento, dão-nos carinho, muito amor, os filhos retribuem, mas, quando os anos avançam, sentem muito quando se têm de tornar pais dos próprios pais. É uma inversão de papeis de cuidados para cuidadores, normalmente passamos mais de meio século a ser cuidados e repentinamente o nosso mundo vira-se de pernas para o ar. É difícil, nessa altura, sermos nós a definir a forma como se vai desenrolar a vida dos nossos pais. Para nós é fácil cuidar dos filhos, do seu principio de vida, das brincadeiras, da escola, da higiene, do medo, do sucesso, dos sonhos, porque já passámos por tudo isso com a ajuda dos nossos pais, mas, nunca nos vimos no papel de cuidadores de idosos.
A mim, pessoalmente, invade-me uma tristeza imensa quando penso no fim da linha, já o senti quando foi da morte do meu pai, não nos falávamos e foi de forma bruta que soube quase dois meses depois. Essa mágoa levo-a para sempre porque a bem ou a mal, fui metida no meio de um divórcio, as relações deterioraram-se e com muito desgosto meu o meu pai nem me foi levar ao altar. Há coisas que os filhos não têm culpa. Foi uma das marcas profundas que o divórcio dos meus pais me deixou, apesar de tudo gostava mesmo dele. Do meu pai recebi muito bons princípios que têm regido a minha conduta de vida. Herdei do meu pai uma marca pessoal que me acompanha desde a juventude, o gosto da escrita com caneta de tinta permanente.
Devemos resolver os conflitos antes da morte, a tempo de podermos ser bons filhos e bons pais.

Antever o fim de linha de vida é terrível, fico muito triste quando penso na ausência para sempre, mas o que me angustia diariamente é ver, dia a dia, o declínio dos nossos heróis. A bem ou a mal acaba por pairar nos nossos pensamentos a nossa própria finitude.
Nós não nos podemos queixar, até agora já conseguimos ter a sua companhia por muitos anos, mas que viessem muitos, muitos mais, é um amor infindável e que nos faz sempre falta, estejam como estiverem serão sempre o nosso porto seguro, aqueles a quem podemos contar tudo, mesmo tudo, os que tatuam eternamente  com amor o nosso coração.
Há muitas fórmulas para se lidar com a velhice dos nossos queridos pais, para mim a receita é básica, dar-lhes espaço, estarmos atentos acompanhando amorosamente esta fase das suas vidas, pensando no seu conforto e vivendo a vida lado a lado.

O melhor lar dos nossos pais é e será sempre a sua casa, desde que, obviamente, tenham condições de saúde e segurança para lá permanecerem.
Esta é a nossa realidade, mas não estou alheia a que existem outras realidades diferentes da nossa, homens e mulheres que foram apenas progenitores e nunca souberam ou quiseram ser pais de verdade, aqui é muito difícil para os filhos serem pais daqueles que nunca foram seus pais, é difícil devolver o amor que nunca se recebeu, o saldo emocional é francamente negativo.
A idade avançada é profícua em gerar angustias, ansiedades, egos alterados e exigências, temos de estar preparados para limar todas estas arestas de forma airosa, sem nos magoarmos, definindo uma estratégia de atuação que deve ser única quando há diferentes cuidadores.
Dessa estratégia fazem parte alguns princípios que não desconhecemos porque já vimos os nossos pais gerirem connosco quando crianças. Lembram-se da paciência que tinham, contando-nos histórias, ouvindo as nossas conversas, é assim que devemos agir, ouvindo o que nos têm para dizer, lendo quando eles não podem, conversando com eles, gerindo com parcimónia o ínfimo tempo que demoram nas mais diversas tarefas, por exemplo a vestir, apertar botões, ou dar um laço nos atacadores, ou a ouvir a rádio ou a televisão aos gritos. Com um pouco de criatividade e humor arranjamos sempre forma de contornar as situações eliminando os momentos da raiva que capeiam a nossa tristeza por estarmos a assistir a um filme para o qual não queríamos comprar bilhete. Gerir as emoções é uma tarefa árdua que a vida nos vai ensinando a fazer. A morte é só uma dura ausência, mas para mim não é o fim, acho que depois nos voltamos a encontrar todos.
O nosso karma como filhos é darmos aos nossos pais muito melhor do que recebemos e essa é uma das maravilhas que a vida nos pode proporcionar e que devemos aproveitar.


Mercearia Caravela em Torres Vedras

Mercearia Caravela o local onde regressamos ao passado e conseguimos experenciar os aromas de uma mercearia à antiga.
Aqui é servido o melhor CUP.
Um local de passagem obrigatória onde pode encontrar bons vinhos e satisfazer o capricho de ter um bom Vinho do Porto, com a data do seu nascimento, para comemorar uma data especial.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019