Mostrar mensagens com a etiqueta SOLIDARIEDADE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta SOLIDARIEDADE. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de julho de 2019

A Myxi chegou

A Mimosix foi rebaptizada e agora chama-se Myxi.
É alentejana de Beja e nasceu a 29 de Janeiro de 2019.
Hoje assinámos uns documentos muito importantes, a adopção da Myxi.
Chegou à nossa casa e as nossas vidas nunca mais vão ser iguais.
Agora é tempo de ensinar, de ter paciência,  de amar e criar relações fortes para toda a vida.

domingo, 9 de junho de 2019

Sem Preconceito contra a Violência Doméstica

Apoiar boas causas está sempre na ordem do dia. 

Eu já comprei a minha e tu?


Sem Preconceito contra a Violência Doméstica 


Um projecto dignamente dinamizado pela Paula Patuxa Lopes







Já estão à venda !!!!!
Tshirts Sem Preconceito contra a Violência Doméstica a favor associação Umar e em parceria com @charmers_lisbon e pintada pelo artista plástico @franciscoxicofran 
Cada Tshirts tem o custo de 15€
Obrigada!!!!🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

sábado, 26 de janeiro de 2019

RENASCI HÁ UMA DÉCADA - UMA MUDANÇA PARA A VIDA TODA


Uma mudança para a vida toda.

Já lá vão 10 anos, e verdade para quem achou e me tentou convencer de que ao fim de um ano não valia a pena porque voltava tudo ao mesmo, eu sou a prova de que isso não é verdade.
Durante 8 anos mantive praticamente o mesmo peso. Subia 2kg, descia 3kg, subia 1, descia outro até que tive um acidente de trabalho que me trocou as voltas e afinal foram no total 17kg ... depois mais dois.
O facto de não puder realizar exercício físico ditou a minha condição de IMC e passei novamente a obesa (muito forte).
Mesmo não realizando exercício como o fazia (4 a 5 vezes por semana) e que é imprescindível, o peso está praticamente no meu valor mais baixo menos 5 kg e estou lá, ou seja 14 já lá vão, mas vi a vida a andar para trás.
Esta foi mais uma prova de que a vontade prevaleceu sobre tudo o resto.
Depois de tudo o que passei é claro que não quero regressar ao antes de 26 de Janeiro de 2009.
Relembro a minha história: 

Fui operada dia 26 de Janeiro (Bypass gástrico) e reoperada a 30 de Janeiro, a uma oclusão intestinal, ia-me finando na segunda cirurgia e poucos dias depois com a abertura de uma fístula, facto que só acontece a 1% das pessoas e que quando acontece é fatal, eu fiquei cá,  andei dois meses e meio com a costura às avessas mas valeu a pena.

Se me perguntassem se voltaria a fazer e a passar por tudo... é claro que sim e quanto mais cedo melhor. As diferenças são substanciais.

Apesar de todos os factores terem o seu peso, não falo do 43 Kg (que brevemente serão 48kg) que já lá vão, nem do que é bom ir às lojas e ter roupinha, sapatinhos etc à disposição, de vestir o que gosto e não aquilo que serve, ainda que não goste, nem do facto de me olhar no espelho e  gostar do que vejo ou tão simplesmente por me terem dito, nos primeiros anos, que era a irmã gémea de mim própria, que estava mais magra, mais gira e mais nova.
Os anos passam e as pessoas não se recordam dos meus 128kg, nem que andava todos os dias colada a uma alma gémea.

Recentemente coloquei, num desafio do Facebook uma foto minha de hoje e outra de há 10 anos atrás, tive imensas chamadas de amigos, conhecidos, colegas, formandos, a dizerem que já nem em sonhos me imaginavam assim.

Falo das enormes diferenças jamais esquecerei porque se refletiram em muitas outras situações de vida de forma positiva, nomeadamente, de entre outras, na autoestima e na saúde.

O que mudou em mim, depois de 26 de Janeiro de 2009?

MUITISSÍMO.

Passei a gostar mais de estar viva, de ver o sol, de sentir o frio, de passear, de observar, de ler, de conviver, de mim, do mundo, dos outros.

De repente passei a ter uma enorme vontade de criar coisas novas, de trabalhar, de ser capaz de inovar, cada vez mais, de vencer e de ajudar os outros a ultrapassar barreiras.

Enfrentar a vida de forma positiva ajuda-nos a galgar as barreiras da mudança.

Há 10 anos que passo por esta experiência maravilhosa e não quero guardá-la só para mim, quero partilhá-la convosco porque com amigos é mais fácil.


Um abraço a todos e boas mudanças

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Parabéns Cristina Seixas







Parabéns Cristina que a vida te ofereça tudo do bom e do melhor. Mereces.

sábado, 12 de maio de 2018

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Cristiano Ronaldo

Meu querido Cristiano Ronaldo toda a gente sabe o que eu gosto daquele menino. É um excelente jogador, de facto, soube como ninguém ao longo de todo o Euro 2016 mostrar que merece a braçadeira de capitão de equipa, que grande líder, incentivador, carinhoso, esforçado, um grande exemplo para os seus pares. Quiseram acabar com ele no último jogo, mas não o arrumaram na bancada, assumiu a sua liderança e lado a lado com o seleccionador  jogou com a sua equipa do outro lado da linha mas, mesmo mal, esteve sempre lá, aquele resultado de jogo também tem a sua marca. Abençoado menino que nasceu na minha querida Ilha da Madeira e grande D. Dolores que soube ver o seu caminho e lhe transmitiu tudo o que foi imprescindível para ele se tornar no grande Homem que é. Admiro-o não só como jogador, porque não o acho arrogante nem vaidoso, sim o melhor do mundo ,  mas acima de tudo um dos grandes corações solidários do mundo. Um beijinho Cristiano és um orgulho para Portugal.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Associação Sol Fraterno


A Associação Sol Fraterno  orientada pela Tia Céu é realmente um espaço único de solidariedade, em menos de 24 horas reuniu, empacotou, colocou no aeroporto de Figo Maduro, uma palete gigante cheia de bens alimentares e de primeira necessidade para os nossos irmãos da Ilha da Madeira.
Isto é ser solidário com a Atitude Certa.

Obrigada Associação Sol Fraterno, pelo carinho demonstrado para a minha querida Ilha da Madeira.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Solidariamente com a minha querida Ilha da Madeira


A Ilha da Madeira tem uma mística especial para mim.
Foi para lá que voei pela primeira vez.
Foi lá que vivi a minha maravilhosa e apaixonante lua de mel.
Foi lá que regressei mais tarde em família e onde vivemos momentos magníficos de união, satisfação e convívio.
Aquela Ilha tem um poder único de predispor as pessoas para a felicidade.
Dê a sua contribuição é com um pouco de todos nós que contruimos um mundo mais equilibrado.

Nós já fizemos a nossa.

domingo, 31 de julho de 2016

Assédio Moral no Local de Trabalho

Quem vai de férias não dorme.
Estaremos cá sempre para o atender

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Animais de estimação



Nestas férias não se esqueça, estiveram consigo nos dias mais tristes e frio,  todos os 11 meses do ano, não os abandone são os seus mais fieis amigos.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

ENTREVISTA

“O obeso não é só alguém indisciplinado, esse preconceito tem de mudar”
ROMANA BORJA-SANTOS FOTOGRAFIA DE MIGUEL MANSO
PUBLICAÇÃO "O PÚBLICO"

23/05/2015 - 07:19
Três perguntas ao presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade, Rui Ribeiro.
 “Muitos obesos ainda nem sequer constam da lista de inscritos para cirurgia” 
Existem regras para definir quando chegou o momento de encaminhar uma pessoa com obesidade para uma cirurgia. No entanto, o presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade assegura que a vontade do doente é determinante. Rui Ribeiro salienta que estas intervenções são cada vez mais eficazes, sobretudo o bypass gástrico, e que o preço é largamente compensado pelos ganhos em saúde. O cirurgião entende, por isso, que é fundamental que o país volte a ter um Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade, a par de programas que promovam estilos de vida saudáveis.
Perante um obeso, quando é que se determina que nada mais é possível e que a solução passa pela cirurgia?
Diria que, em primeiro lugar, é quando o doente quer perder peso e tem doenças muito graves que quer controlar. Esse é o grande critério, embora existam de facto regras, como o doente ter um índice de massa corporal (IMC) superior a 40, a que chamamos obesidade mórbida, porque causa morbilidade, isto é, outras doenças associadas, como diabetes, colesterol e hipertensão. Também se recomenda a doentes com IMC acima de 35, desde que tenham duas doenças que vão melhorar significativamente com a cirurgia. Há ainda limite de idade, entre os 18 e os 65 anos. Isto é o que está nas normas portuguesas. Mas a nível internacional existem
 guidelines em que mesmo os doentes com IMC entre 30 a 35, se tiverem doenças mal controladas, podem ser candidatos a cirurgias deste tipo e também os diabéticos de tipo 2 ou pessoas acima dos 65 anos, desde que a condição do doente o permita.
Faz sentido voltar a ter o Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade, extinto em 2012?
Com certeza. Os gastos da sociedade com a obesidade e com doenças associadas, como a diabetes, a hipertensão e alguns cancros, são enormes. Sabemos que os obesos têm mais cancros, nomeadamente as mulheres, com uma incidência 2,5 vezes superior à população com peso normal, sobretudo de cancro da mama, do ovário e do endométrio – os cancros ligados às hormonas. É uma cirurgia muito eficaz do ponto de vista sócio-económico: poupa-se muito dinheiro ao Estado, às pessoas e à sociedade. Temos de criar uma rede de centros de referência, porque quanto mais casos tratarmos melhor fazemos e com menos complicações. Era preferível ter seis centros a operar 500 doentes cada do que termos 30 a tratar um número mais pequeno. Pouparíamos recursos e teríamos melhores resultados, até porque há sítios com listas de espera de três anos.

Há várias técnicas, sendo o bypass gástrico a que tem agora melhores resultados. O que muda com esta intervenção para garantir o sucesso?
O segredo está nas hormonas da fome e da saciedade que alteramos profundamente com a redução do estômago e do intestino. A obesidade é uma doença genética, ainda que com uma componente ligada à educação e ao meio ambiente. A genética é muito importante, estes doentes têm uma fome mais forte e compulsiva e não têm saciedade também porque o intestino é mais longo. Da mesma forma que os diabéticos têm uma resistência à insulina, os obesos têm uma resistência a uma hormona que é a leptina. Infelizmente o obeso não é só alguém indisciplinado e esse é um preconceito que tem de mudar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

José Carlos Pereira está bem - Que Vergonha Correio da Manhã

José Carlos Pereira sem álcool ao volante
Estes jamais deveria ser o título que aparece em leras grandes o sub-titulo que aparece em letras minúsculas é este
“ CM errou.”
O que deveria aparecer em letras garrafais era  “Mais uma vez não cumprimos a nossa missão de forma ética - erramos”
Pedimos desculpa a José Carlos Pereira e garantimos que jamais voltará a acontecer
Mais uma vez o Correio da manhã a 22 de Dezembro voltou a publicar notícias falsas sobre o nosso querido actor José Carlos Pereira que recentemente se submeteu a um longo tratamento, que concluiu com sucesso..
No mínimo é um acto vergonhoso atribuído ás jornalistas que assinaram a peça,  mas também à própria direcção da redacção do Jornal Correio da manhã que permite a publicação de notícias de cariz tão grave sem averiguar concretamente as fontes
Estamos a falar de situações que envolvem figuras públicas, o que acarreta, como é do nosso conhecimento um sem número de cometários negativos que não abonam a favor da cura ou manutenção de boas condições de estabilidade psicológica para a continuação de tratamentos de problemas de adição.
Afinal qual é o objectivo quando se trata um dos nossos melhores actores de forma tão baixa?
Felizmente o José Carlos Pereira está bem, mas estes ataques consecutivos devem acabar por serem demasiado danosos e este pedido de desculpas peca por ser pobre e por ser pouco visível.
Notícia de 11/1/2016
Na sequência de uma notícia do CM do passado dia 22 de dezembro sobre José Carlos Pereira, a propósito de uma suposta detenção do ator, na madrugada de dia 18 desse mês, pela PSP, por condução sob o efeito de álcool, na zona de Oeiras, esclarecemos o seguinte: constatamos, agora, que não há qualquer registo oficial dessa detenção, pelo que o CM foi induzido em erro por fontes policiais que desde a primeira hora, e reiteradamente ao longo das últimas semanas, nos garantiram o contrário. Foi assegurado pelas mesmas fontes que, não só José Carlos Pereira foi intercetado a conduzir com uma taxa de álcool de 1,41 g/l, como antes disso saiu ao volante de uma estação de serviço naquela zona sem pagar 30 euros de combustível. Mas também essa informação, pelos registos oficiais da PSP, não se confirma. Nesse sentido, pelo erro, resta ao CM pedir as mais sinceras desculpas a José Carlos Pereira, às pessoas que lhe são próximas e aos nossos leitores. Independentemente de tudo fazermos, como faremos, para esclarecer a situação junto de quem nos prestou as informações erradas.
Notícia de 22 de Dezembro de 2015
José Carlos Pereira, de 37 anos, foi condenado, esta quarta-feira de manhã, em processo sumário, a pagar uma multa de 600 euros por ter sido apanhado embriagado ao volante e também está proibido de conduzir.
ZECA CONDENADO POR CONDUZIR ALCOOLIZADO
Ator vai ter de pagar uma multa de 600 euros.MAGALI PINTO, RITA SILVA RESENDES
O ator faltou à audiência, realizada no tribunal da Amadora, tendo sido representado pelo seu advogado.
A condenação acontece duas semanas depois de Zeca ter sido surpreendido pela polícia junto ao bairro da Cova da Moura, na Amadora, a conduzir com uma taxa-crime de 2,37 g/litro.
Entretanto, na madrugada da passada sexta-feira, o ator foi novamente apanhado pela polícia a conduzir alcoolizado, depois de ter fugido de uma bomba de gasolina sem pagar.

O CM tentou contactar José Carlos Pereira, mas tal não foi possível até ao fecho da edição do jornal

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Eu faria tudo ... Outra vez!!!



Queridos Amigos
Quando começei o meu processo, no ano de 2007, nunca pensei que iria vivenciar tantas peripécias, todas elas acabaram por transmitir experiências positivas. Iniciei o meu processo com 128kg e com uma perspectiva de vida muito diminuta. Os problemas de saúde que sobreviviam comigo levavam-me ao hospital várias vezes por mês. Fui operada do dia 26 de Janeiro de 2009, no dia 30 de Janeiro de 2009 sofri uma oclusão intestinal e fui reoperada, ressuscitada na operação, no dia 14 de Fevereiro aconteceu a tal fístula que acontece a 1% dos operados e que raramente se sobrevive, fui aberta a sangue frio e o imprevisível aconteceu fiquei cá para contar a história  e para vos dizer que mesmo que me dissessem que iria passar por tudo isto eu iria para a mesa de operações outra vez, no total perdi 48 kg que com algumas oscilações ligeiras consegui manter ao longo dos anos.
Mas o meu processo não acabou aqui, são as descidas de açucar os desmaios,  vieram as anemias, as tomas endovenovas de ferro, o problema da incontinência que originou um ligeiro retrocesso de peso  (por via da eliminação de alguns hábitos saudáveis de exercício e de ingestão de água)até que a operação ao problema da incontinência aconteceu a 22 de Dezembro e já foi a andar um enorme volume e dois kilos dos  4 que tinha ganho, agora é beber água e voltar ao exercício físico que não podia fazer há mais de dois anos. Apesar de tudo nunca esmureci nos outros cuidados alimentares.

Viva Eu Outra vez.  Jamais desistam de vocês.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Os Anjinhos de Natal do Exército de Salvação são uma fantástica iniciativa solidária. Ofereça um natal diferente a uma criança ou a quantas desejar veja como fazer contact
e o Exercito de Salvação

quinta-feira, 17 de julho de 2014

João César das Neves a minha indignação


Não tenho por hábito fazer qualquer tipo de comentário que possa envolver desígnios políticos neste blog, mas sendo este um espaço onde se defende o que de melhor há no mundo – as pessoas – não posso deixar de comentar a sua entrevista.
Dr. César das Neves
Por acaso conhece alguns dos muitos reformados que vivem bem e á grande com as magras pensões que têm ?
Por acaso tem consciência da violência verbal que revestiram as  suas palavras para quem não pode, todos os meses, fazer face às suas despesas?
Tem a noção das despesas a que me refiro?  Cuidados médicos , medicamentos, alimentos, lembre-se que são necessidades básicas, tão imprescindíveis a todos nós e mais ainda a quem já ofereceu muitos anos à vida ao trabalho.
Será que conhece a pirâmide de Maslow  e a hierarquia das necessidades?
E a palavra humanidade estará assim tão distante do seu vocabulário?
Confesso que quando ouvi alguém referir-se à sua entrevista pensei que fossem os habituais boatos ou más interpretações que são, muitas vezes arquitectados pela oposição ao governo ou por uma faixa da comunicação social menos ética que existe no nosso país.
Discuti até um pouco sobre isto, porque tinha por si alguma consideração, e talvez por ser um economista carismático, católico, nunca achei possível que um qualquer ser humano no pleno uso das suas capacidades mentais e sociais pudesse alguma vez na vida proferir tão irreais e  inoportunas palavras.
Errei redondamente afinal o Senhor  não passa de alguém que desconhece totalmente a realidade de uma grande fatia dos cidadãos do seu país, talvez porque vive numa redoma de vidro, goza de algum prestigio que lhe bloqueia a capacidade de se colocar no lugar do próximo e avaliar cabalmente a sua situação social e financeira.
Experimente calçar os sapatos de um reformado, ou de um qualquer cidadão qualificado que aufira um magro salário de 485€ e avalie se o seu modo de pensar seria o mesmo.
Finalmente quando tive acesso à entrevista e nem quis acreditar naquilo que li.
É chocante.
Vergonhoso caro João César das Neves, vergonhoso um país que tem cidadãos com esta mentalidade e que são incapazes de sentir o global de uma sociedade que, mesmo com pouco, tudo tem dado para levantar o país. E o senhor o que já fez para levantar o seu país ao invés de vociferar à esquerda e à direita contra aqueles que honradamente têm contribuído com o seu esforço pessoal, para o desígnio nacional de atenuar os efeitos nefastos desta crise que mais do que nacional é europeia e mundial.
Conheço muita, e boa gente que trabalhou arduamente a vida inteira, em prol da economia do seu país, em fábricas, lojas, empresas, e que hoje apenas sobrevive e mal, muito mal.
“A maior parte dos pensionistas estão a fingir que são pobres”
E se experimentasse viver com uma pensão de pouco mais de 200€, e ter de pagar todas as despesas inerentes à sua sobrevivência, alimentação renda, medicamentos, actos médicos, luz, gás, telefone etc. será que iria pensar da mesma forma? ou será que ainda ia conseguir rechear uma conta poupança?
Será que estes são considerados os ricos do sistema?
E qual será a percentagem de pensões inferiores a 500€ (perto do ordenado mínimo nacional, que é dos mais baixos da Europa) , é verdade são um gigantesco valor de 85% do total de pensões pagas a nível nacional.
Já pensou em viver com 500€, algumas destas pessoas já viveram bem melhor, se calhar como o senhor, foram industriais empresários e de repente ficaram com uma pensão destas que cada vez se foi tornando mais magra.
E se passasse por situações de carência médica, fome pobreza, iria continuar a considerar que grande parte dos pensionistas fingem que são pobres?
Sabe hoje em dia, com os elevados índices de desemprego muitos dos pensionistas viram o seu quadro de despesas agravado, por terem de ajudar ao sustento dos seus filhos que muitas vezes têm família constituída, e é com a escassa ajuda dos seus pais, pensionistas que conseguem sobreviver e dar algum conforto e educação aos seus filhos.
Agora posso dizer-lhe com toda a exactidão que há agregados familiares inteiros a viver de pensões de sobrevivência umas de pouco mais de 200€ e outras de mais um pouco e outras de muito mais, mas a verdadeira dimensão do valor de uma pensão tem de ser avaliada, caso a caso, pois há por aí pensões de 2000€ a dar sustento a agregados familiares de oito a dez pessoas, sendo que duas delas poderão ser idosas e certamente com elevado gasto em despesas de saúde , um rendimento deste montante dá um valor “per capita” de pouco mais de 200€ brutos a acrescer o pagamento de despesas a duplicar em termos de rendas, água, luz, gás, transportes etc.
Estes não serão tão pobres como os que já referi mas não fingem também alguma pobreza financeira e moral, por isso largar frases para a comunicação social como o senhor o fez é de alguém que tem falta de skills morais para exercer a profissão de economista e gestor, porque acabou de atestar que desconhece, por completo, a dimensão da realidade nacional neste momento.
Mas também se refere e muito mal aqueles que estão no pleno da sua actividade profissional.
Até há pouco tempo corríamos atrás de um futuro que queríamos alcançar e hoje?
Onde está o almejado futuro?
Esvaiu-se no meio dos pensamentos de pessoas como o senhor, que por viverem numa redoma de vidro onde nada de mal lhes irá acontecer, esquecem-se daqueles que todos os dias contribuem para que a imagem de Portugal seja fortalecida a nível internacional, por intermédio do seu árduo e mal pago trabalho, e por via de todos os sacrifícios que lhes foram impostos, sim porque é a esses que o Senhor se refere, não é aos que, também se esforçam mas têm uma vida mais confortável, ou até mesmo aqueles que nada fazem e vivem “com o corpinho virado para o sol”.
Escudado no seu prestigio de conceituado economista, a quem tudo é permitido vai aqui e ali lançando farpas a quem menos merece, a quem tem plena consciência das contingências da actualidade e mesmo não sendo economista conhece a realidade nacional, que muitas vezes não difere da sua realidade pessoal, mas também conhece as outras realidades que existem neste país, mais douradas, como a sua, e ainda assim não desfere ataques de forma agressiva e desmoralizante.
“Subir o salário mínimo é estragar a vida aos Pobres!”
E que tal descer o seu não será estragar a vida dos ricos?
“obrigar os empregadores a pagar um salário maior”
Por acaso não se terá enganado, não quereria dizer obrigar os empregadores a pagar o justo valor do trabalho assalariado?
O que quis dizer nas palavras violentas que vociferou  foi “estraga a vida aos desempregados não qualificados” se não são qualificados, esforcem-se por se adquirirem aptidões mas esse não é o motivo para se barrar o direito de, qualquer trabalhador que lutou por adquiri mais competências profissionais e pessoais,  ser justamente ressarcido da sua prestação de trabalho.
 “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Ora bem está claro e evidente que o Dr. Cesar das Neves ainda não sentiu os efeitos nefastos do sacrifício que tem sido imposto as todos os portugueses, vive protegido na sua redoma de vidro onde nada se passa e quando algo acontece aparece sempre uma avença para compensar, esta é que é a sua realidade.
E que tal avaliar concreta e realmente os números da natalidade?
Estamos a criar a cada dia que passa um fosso maior nos nossos futuros contribuintes, a população está cada vez mais envelhecida, o senhor ainda tem o desplante de dizer que é por razões culturais?
Será que o peso maior na decisão de ter ou não filhos não se funda em razões económicas?
Quem é que vai por no mundo um filho sem ter meios para o sustentar, para o vestir, para lhe dar os cuidados de saúde imprescindíveis e o nível de educação razoável?
Por acaso já se deu conta de quantos milhares já cruzaram a fronteira e deixaram Portugal para fazerem face ao seu sustento?
Já avaliou a quantidade enorme de quadros fantásticos, formados à custa dos contribuintes que vão para o estrangeiro oferecer o seu talento no desenvolvimento de outras economias, deixando forçosamente o progresso do seu “país do coração” trancado ao seu talento, á sua potencialidade de o fazer crescer?
O senhor ainda tem a coragem de dizer que os fluxos migratórios são uma “válvula de escape” para o nosso país. A cada dia que passa, emigram inúmeras pessoas com massa crítica elevada que poderiam desenvolver a nossa débil economia, é claro são bem aproveitados por essa Europa fora.
Por acaso já percebeu o fenómeno cada vez mais em crescendo das empresas que vão à falência e contribuem de forma indelével para o aumento astronómico dos números do desemprego? Sim aqueles que vai baixando estatisticamente à custa da emigração.
Já se terá apercebido da fraco crescimento de alguns sectores da economia, dou-lhe como mero exemplo o caso da construção civil, que se encontra nas “ruas da amargura” completamente blindado ao mercado, com a banca a financiar mal a compra de habitação, e por culpa de quê? Para além de outras razões, os inúmeros esforços que foram exigidos aos portugueses e que os levaram a não investir no imobiliário e até inclusivamente a terem de negociar com os bancos dações em cumprimento, e perderem as suas casas.
Já se terá debruçado sobre o porquê do aumento irracional dos incumprimentos nos pagamentos dos empréstimos?
Por acaso já se deu conta que o Tribunal Constitucional tem evitado grande parte das tentativas de incumprimento da lei, balizando muitas das injustiças que tem sido cometidas contra os trabalhadores, é certo que todos temos de fazer esforços mas não só os que menos têm, porque em muitos países da Europa, a realidade é a mesma que em Portugal mas o grau de exigência não tem sido tão pesado.
Reduzir de forma tão abrupta os rendimentos, cria o inevitável retrocesso da economia.
Quanto ao funcionalismo público há tão bons trabalhadores no público como no privado, mas também existem os piores como no privado, esta é a realidade, sem rótulos, por isso os funcionários públicos não deveria ser citados como o mal de todas as coisas .
Ok á percebi estava a precisar de protagonismo, sabe o que conseguiu com esta entrevista ?
Que muitas pessoas o desacreditassem como economista e como católico.
A esta sua entrevista eu chamo de fuzilamento social da esperança.
Isto é o que o senhor fez publicamente, como cidadã contribuinte e remediada não o posso admitir, há muita gente a viver muito mal e dessa triste realidade os Portugueses que têm consciência sabem e muito bem, o acréscimo que tem tido a sopa dos pobres, o número de pessoas a viverem sem abrigo, a diminuição astronómica que teve o recurso aos cuidados de saúde,  pelo que que não me posso permitir ficar calada quando pessoas como o senhor, ataquem quem não merece, escudando-se  na sua capa de católico,  grande economista,  o  doutor dos punhos de renda bordados a  ouro e platina.

A sua entrevista na minha opinião é uma barbaridade.
Teresa Simões de Carvalho
Republicação de post deste blog de 20/11/2013

quarta-feira, 28 de maio de 2014

ACEITA E SORRI


A Vanessa Afonso na 5ª Feira dia 29 de Maio pelas 18h 30 m vai contar-nos  no Jardim de Belém Junto ao Pagode Tailandêz uma história.
A sua História, a de quem era e de quem é depois de viver a experiência mais marcante da sua vida.
Vamos juntos vai valer a pena, de certeza.
Não percas este grande lançamento do livro da Vanessa Afonso Aceita e Sorri.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ACREDITA PORTUGAL


Parabéns! Passou à quinta etapa do concurso de empreendedorismo da Acredita Portugal!

Faz parte dos melhores 15% dos projetos candidatos.

domingo, 6 de abril de 2014

24 HORAS DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS


















A Aldeia das Ideias e o Grupo Assédio Moral Denúncia participaram no "24 Horas de Gestão de Recursos Humanos".Um evento de qualidade excepcional, organizado pela "SFORI" , com a cancela científica do ISPA.
O evento decorreu desde as 10 horas de dia 4 de Abril às 10 horas de dia 5 de Abril, e foi realizado no Hotel do Sado Business & Nature em Setúbal.

A nossa intervenção ocorreu cerca das 23h, e foi subordinada ao tema o Assédio Moral no local de trabalho, fizemos uma abordagem ao tema e deixámos como prova três casos práticos reiais para resolução e como desafio a entrega de contributos para o Projecto -Lei que já entregámos na Assembleia da República mas que pretendemos actualizar.

Este tema despertou a atenção dos 30 formandos que se encontravam na sala, que posteriormente à apresentação, nos foram colocando as mais variadas questões.

Consideramos esta participação muito positiva, e agradecemos à SFORI a oportunidade de abordagem deste tema, felicitando também a organização pela qualidade do evento e pela sua importância para o mundo da gestão das pessoas.



ALDEIA DAS IDEIAS E GRUPO ASSÉDIO MORAL DENÚNCIA