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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

domingo, 3 de março de 2019

sexta-feira, 1 de março de 2019

Conta-me Estórias - Storytelling na Gestão de Pessoas


Este não perco


"Novidade acabada de chegar!
O novo livro de José Bancaleiro e Pedro Ramos, "Conta-me Estórias - Storytelling na Gestão de Pessoas", reúne um grupo de gestores de capital humano e as suas histórias de como as pessoas podem fazer a diferença no sucesso das organizações.
Conheça já todos estes episódios: http://bit.ly/estórias"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Dia Nacional de Luta Contra a Violência Doméstica 7 de Março




Sr. Primeiro Ministro explique a Portugal como é que depois de tantas queixas, depois de tantas mortes e depois de tantos e tantos casos que nem foi efectuada qualquer queixa ou qualquer referência, mas que sabemos que existem, que são reais, ainda se permite deixar, que a sua Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, faça o lançamento de um Dia Nacional de Luta Contra a Violência Doméstica?
Como é que a Assembleia da República, já na 5ª feira, 28 de Fevereiro, vai votar a aprovação do dia e pela alteração da lei ainda nada se fez, já percebi este ano temos eleições e urge assinalar já o 7 de Março de 2019.
Inacreditável o carácter de eleitoralismo desta medida.
Será que pensam que estamos adormecidos a pensar no horror que passam todas as vitimas deste flagelo?
Não, não, estamos definitivamente a dormir e garanto-lhe que esta medida vai gerar controvérsia.
Haja algum decoro, haja um pingo de humanidade, mas verdadeira, não aquela que serve apenas para fazer de conta que existe uma preocupação real com o problema.
Não precisamos do dia 7 de Março para nos lembrarmos que a violência doméstica está, aqui e ali, a despontar em cada porta porque, para o Estado, continua a ser um “fait divers”, um não crime para a lei, para a Justiça, para alguns juízes.
Há coisas imperiosas que se devem tratar antes dos dias 7 de Março que virão por aí, enquanto não se tratar do principal não vale a pena ir ao acessório.
Há que tratar de alterar a lei e as mentalidades, destacar e preparar a polícia, assistentes sociais e psicólogos, definir regras básicas para se julgarem casos desta índole, educar juízes de forma a que ouçam as vítimas e não as julguem, tirar de casa o agressor e deixar no seu lar os agredidos, aumentar as penas, criar mecanismos de protecção das vítimas. Ainda há tanto para fazer.
Não são precisos dias para nos lembrarmos do problema que assalta de forma violenta, quase diariamente, a nossa casa, por intermédio das notícias.
A não ser que a designação deste dia sirva para o Estado se lembrar, a toda a hora, que os anos vão passando e continuamos com uma legislação insuficiente, uma justiça injusta onde nos permitimos a ter juízes como Neto de Moura que dá a mão e a razão aos agressores ao invés de defender as vítimas, um país onde a lei é fraca e insuficiente.
E mais não digo, porque nada mais vale a pena dizer.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Quando se invertem os papeis dos cuidadores






Habituados a que os pais olhem por nós, sempre durante a sua vida somos confrontados repentinamente com uma realidade inversa.
É chegado o tempo de passarmos a cuidar dos pais como se fossem nossos filhos.
A vida prepara-nos para educar e cuidar dos nossos filhos mas não nos ajuda a encarar a realidade da velhice e deterioração física e muitas vezes moral dos nossos pais.
Falo-vos de uma realidade que conheço com três idosos na família, torna-se complicado pensar como é que vai ser o futuro.

As idades são muito avançadas, apesar das co morbidades próprias da idade 89, 90 e 95 anos, temos apenas um com dificuldades de locomoção.
A minha mãe com os seus 95 anos gira pela casa como se as suas pernas não a traíssem de vez em quando, só sai se formos com ela porque deu duas quedas violentas e tomamos a decisão de que seria assim.
Vive com as duas filhas, a nossa casa é grande, tornou-se uma casa plurifamiliar, onde cada um tem a sua independência, o que facilita a convivência diária da mãe com as filhas. Ainda assim são diversas as vezes durante o dia que faz “chamadas de atenção”.
Passa grande parte dos seus dias a tricotar casaquinhos de malha para oferecer no Natal à Ajuda de Berço, cozinha, encomenda do gás, faz tarefas de casa e todos os dias cuida do correio.  Vê-se que tem medo de parar…
Passa dos dias a subir e descer escadas do primeiro andar à cave para falar connosco,”por dá cá aquela palha”, está lúcida, mas a cada dia que passa se nota uma maior dificuldade em andar, usar bengala é que nem pensar.
O meu sogro sempre foi um homem muito vivo, fazia tudo com grande determinação.
Foi muito difícil convencê-lo a deixar de conduzir, até há 3 anos atrás ainda fazia viagens de Lisboa à Guarda ou de Lisboa ao Alentejo, o que nos deixava o coração muito apertado porque, nessa altura, a sua condição de mobilidade já era diminuta. 
Desde que deixou de conduzir tem vindo a ficar cada vez mais condicionado fisicamente.
Doí-me o coração de o ver assim, gosto dele como se fosse um pai.
O meu marido tem sido um filho exemplar, assim como os meus cunhados. No inicio estava em fase de negação, embora pouco consciente, nem queria pensar que o pai estava assim, depois percebeu que era chegada a hora de agir. Vejo nos seus olhos uma melancolia sem fim quando relata os bons momentos do passado.
A minha sogra com os seus quase 89 anos e alguns problemas de saúde, pouco simples, mas faz tudo, tem sido uma esposa exemplar, mas já se lhe nota muito cansaço.
Os nossos casos não são os piores, apesar de termos 3 idosos, de pensarmos diariamente na melhor forma de sermos pais dos nossos pais a nossa vida não é assim tão complicada.
Depois também somos vários cuidadores entre irmãos e cunhados somos muitos dos dois lados da família.

É óbvio que as “chamadas de atenção” são maiores e mais assíduas, porque os idosos, fazem sempre questão, por muita atenção que tenham, de nos dizer que existem e que ainda são nossos pais, muitas vezes teimam em ter razão e criar algumas situações de “liderança”.
A dor maior é assistir diariamente a situações que não estamos preparados e estarmos sempre em relativo sobressalto no que concerne à sua saúde e á forma de lhes conseguirmos dar maior conforto.
Se dantes recordávamos os braços que nos embalaram, os momentos de colo, as histórias e brincadeiras que faziam connosco, agora vemos os seus braços e pernas frágeis, que muitas vezes temos de amparar, com gosto, mas com tristeza também.
Agora é chegada a hora de mudar alguns hábitos alimentares, de cortar a comida em pedaços, passar os alimentos, assim como nos fizeram a nós, de alterar os quartos para ficarem com mais acesso, mais segurança, de implementar cadeiras e barras nas banheiras, de tirar tapetes de chão, de afastar móveis, enfim tudo o que não gere obstáculos nem possa causar situações de queda ou de perigo.
Começamos a sentir que o tempo voa para nós, mas cada vez sentimos mais que o tempo voa duas vezes mais depressa para eles. Muitas vezes perdem a noção do dia, das horas, das datas especiais.
Os pais acompanham-nos, apoiam-nos, orientam o nosso crescimento, dão-nos carinho, muito amor, os filhos retribuem, mas, quando os anos avançam, sentem muito quando se têm de tornar pais dos próprios pais. É uma inversão de papeis de cuidados para cuidadores, normalmente passamos mais de meio século a ser cuidados e repentinamente o nosso mundo vira-se de pernas para o ar. É difícil, nessa altura, sermos nós a definir a forma como se vai desenrolar a vida dos nossos pais. Para nós é fácil cuidar dos filhos, do seu principio de vida, das brincadeiras, da escola, da higiene, do medo, do sucesso, dos sonhos, porque já passámos por tudo isso com a ajuda dos nossos pais, mas, nunca nos vimos no papel de cuidadores de idosos.
A mim, pessoalmente, invade-me uma tristeza imensa quando penso no fim da linha, já o senti quando foi da morte do meu pai, não nos falávamos e foi de forma bruta que soube quase dois meses depois. Essa mágoa levo-a para sempre porque a bem ou a mal, fui metida no meio de um divórcio, as relações deterioraram-se e com muito desgosto meu o meu pai nem me foi levar ao altar. Há coisas que os filhos não têm culpa. Foi uma das marcas profundas que o divórcio dos meus pais me deixou, apesar de tudo gostava mesmo dele. Do meu pai recebi muito bons princípios que têm regido a minha conduta de vida. Herdei do meu pai uma marca pessoal que me acompanha desde a juventude, o gosto da escrita com caneta de tinta permanente.
Devemos resolver os conflitos antes da morte, a tempo de podermos ser bons filhos e bons pais.

Antever o fim de linha de vida é terrível, fico muito triste quando penso na ausência para sempre, mas o que me angustia diariamente é ver, dia a dia, o declínio dos nossos heróis. A bem ou a mal acaba por pairar nos nossos pensamentos a nossa própria finitude.
Nós não nos podemos queixar, até agora já conseguimos ter a sua companhia por muitos anos, mas que viessem muitos, muitos mais, é um amor infindável e que nos faz sempre falta, estejam como estiverem serão sempre o nosso porto seguro, aqueles a quem podemos contar tudo, mesmo tudo, os que tatuam eternamente  com amor o nosso coração.
Há muitas fórmulas para se lidar com a velhice dos nossos queridos pais, para mim a receita é básica, dar-lhes espaço, estarmos atentos acompanhando amorosamente esta fase das suas vidas, pensando no seu conforto e vivendo a vida lado a lado.

O melhor lar dos nossos pais é e será sempre a sua casa, desde que, obviamente, tenham condições de saúde e segurança para lá permanecerem.
Esta é a nossa realidade, mas não estou alheia a que existem outras realidades diferentes da nossa, homens e mulheres que foram apenas progenitores e nunca souberam ou quiseram ser pais de verdade, aqui é muito difícil para os filhos serem pais daqueles que nunca foram seus pais, é difícil devolver o amor que nunca se recebeu, o saldo emocional é francamente negativo.
A idade avançada é profícua em gerar angustias, ansiedades, egos alterados e exigências, temos de estar preparados para limar todas estas arestas de forma airosa, sem nos magoarmos, definindo uma estratégia de atuação que deve ser única quando há diferentes cuidadores.
Dessa estratégia fazem parte alguns princípios que não desconhecemos porque já vimos os nossos pais gerirem connosco quando crianças. Lembram-se da paciência que tinham, contando-nos histórias, ouvindo as nossas conversas, é assim que devemos agir, ouvindo o que nos têm para dizer, lendo quando eles não podem, conversando com eles, gerindo com parcimónia o ínfimo tempo que demoram nas mais diversas tarefas, por exemplo a vestir, apertar botões, ou dar um laço nos atacadores, ou a ouvir a rádio ou a televisão aos gritos. Com um pouco de criatividade e humor arranjamos sempre forma de contornar as situações eliminando os momentos da raiva que capeiam a nossa tristeza por estarmos a assistir a um filme para o qual não queríamos comprar bilhete. Gerir as emoções é uma tarefa árdua que a vida nos vai ensinando a fazer. A morte é só uma dura ausência, mas para mim não é o fim, acho que depois nos voltamos a encontrar todos.
O nosso karma como filhos é darmos aos nossos pais muito melhor do que recebemos e essa é uma das maravilhas que a vida nos pode proporcionar e que devemos aproveitar.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Violência no namoro



Cura da dor psicológica




Já alguma vez viram alguém curar-se no ambiente nefasto que a magoou?
É uma realidade, não é possível atingir a felicidade num ambiente de permanente mal.
Ninguém se cura se não se afastar da origem do problema.
Os males da alma são difíceis de recuperar totalmente.
Normalmente são ignorados e desvalorizados, mas, muitas vezes, são bem piores que as doenças físicas.
É óbvio que não pudemos dissociar as doenças da alma e das doenças físicas. Há uma correlação entre a mente e o corpo, temos consciência disso desde os tempos da antiguidade.
No espelho conseguimos ver o retrato da nossa alma, mas as pessoas, em geral, não olham para a nossa alma, mas sim para a nossa aparência que muitas vezes não transmite o que nos vai no coração. As pessoas estão formatadas para achar que se sorrimos, por um momento, então é porque a vida nos vai de feição.
A sensação de infelicidade não se esvai se não sairmos dos lugares que nos fazem mal e isto pode acontecer em contexto social, profissional e familiar.
A sensação de infelicidade não se esvai se nada fizermos para que ela desapareça, se nos fecharmos no nosso casulo. Temos sempre de socializar, nos bons e nos maus momentos da vida.
O facto de socializarmos, muitas vezes, leva as outras pessoas a entenderem que estamos bem porque  não olham para os males da alma, “quem sorri está de bem com a vida”, esta é uma falsa verdade.
Se não olharmos para a nossa saúde, ficamos mal, o mesmo acontece com a nossa alma, se não sentirmos o que realmente se passa à nossa volta, se não tivermos capacidade de análise para entendermos o que nos faz mal, adoecemos.
Desde sempre que ouço dizer que o corpo e a alma devem ser alimentados com coisas saudáveis.
Mesmo assim tenho a noção que muitas vezes não tratei nem do corpo, nem da alma, aplicando práticas saudáveis que impulsionassem o amor próprio e actividades físicas que me imprimissem um maior índice de saúde.
Devemos de olhar para nós, profundamente, sentir o que nos faz ficar de bem com o corpo e com a alma e alimentar-mo-nos de práticas saudáveis que nos permitam superar todos os momentos, que nos ensinem a lidar com a vida de uma forma pragmática, ou seja sermos objectivos e simples, quando é necessário.
Só nos curamos se cortarmos relações com o que nos faz mal. Há histórias onde não se vislumbra alguma chance de serem felizes, na vida nada é impossível.
Há que voltar a dar hipótese de sorrirmos. Devemos retirar-nos dos locais onde a felicidade foi subtraída da nossa vida.
Um dia até podemos voltar mas quando, as nossas feridas estiverem saradas, e acharmos que é altura de darmos uma nova oportunidade.
Quando nos afastamos desses lugares é porque tomamos a decisão certa, escutámos a nossa voz interior, por muito que, aquando da tomada de decisão, essa nos possa parecer o fim do nosso mundo.
A cura é difícil mas acontece, muitas vezes depois da cura volta a ser viável regressar ao local de onde foi preciso sair.
Na vida as palavras, nunca, jamais, impossível e tantas outras não traduzem realidades liquidas porque nada é para sempre, não podemos garantir que o nunca e o jamais são mesmo definitivos.
Temos de saber mudar de opinião e abrir a mão a novas oportunidades, mesmo que sejam nos mesmos lugares.
As decisões rígidas não nos deixam voltar a ser saudáveis, a sonhar e a ser felizes.
A felicidade não é um destino é um percurso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Janeiro Renasce a Esperança




Janeiro é o mês da esperança. Aquele em que a maioria das pessoas define novas prioridades de vida, enceta algumas mudanças e vê em todos os dias uma luz nova.
É a altura em que traçamos metas profissionais, pessoais, alimentares, desportivas. As férias, as viagens são sempre as que aparecem na primeira linha do horizonte, depois os amores e os filhos, o crescimento pessoal e profissional e por aí fora, afinal chegaram mais 365 novas oportunidades de fazer e ser diferente com um único objectivo, ser feliz.
É também neste mês que começamos a fazer caminhadas, inscrições em ginásios e consultas de nutrição já com o fito de que a primavera vai chegar, já aí, nem que esteja um frio dos esquimós, é que logo a seguir vem o maravilhoso verão e o querido mês de Agosto.
Começamos de imediato a rejuvenescer o nosso roupeiro e a pensar quantos e quantos quilos temos de perder, sim daqueles fantásticos cobertores de inverno que ganhamos com os doces de Natal. Como as roupas ainda não se ajustam, de tal forma estão apertadas, a solução é precisamente, umas unhas novas, um novo formato de sobrancelhas, uns olhos pestanudos, aquele corte de cabelo cheio de originalidade,  hummmm aquela cor de cabelo maravilhosa que vimos desfilar há uns dias atrás, na nossa actriz favorita, na Red Carpet.
Janeiro, Janeiro, ficheiros de excel para o ano inteiro. São metas e metas, com datas e datas, para cumprir e nada melhor que depois de tudo definido, dar fogo à peça e começar a escrevinhar naquela agenda que comprámos em Outubro e no fim de Janeiro ainda está impecavelmente intacta.
Dos objectivos mais simples aos desafios mais arrojados tudo faz parte dos projectos de um ano que começa cheio de esperança e que se quer que seja o melhor da nossa vida desde sempre.
O Sonho é um dos bons motores da mudança, com as mudanças certas estamos sempre na rota das melhores concretizações da nossa vida. Evoluir é uma palavra chave muito querida.
Janeiro é o mês dos sonhos, metas, do planeamento e desafios que nos animam o ano inteiro, cumpre-nos a doce tarefa de fazermos o impossível para concretizar tudo o que imaginámos de bom.