sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ALMA LUSA


Os tempos mudam mas a essência da alma lusa mantêm-se.
Nada mudará se nós não mudarmos esta nossa forma de ser fatalista e passiva.
Os nossos cantores já começaram a dar entoações mais dinâmicas ao fado.
Porque não seguir-lhes o exemplo e começarmos nós, o povo, a dar uma nova cor ao nosso FADO/DESTINO?


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.........."

Texto de Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896

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